Friday, September 15, 2006

Mais uma semana que chegou ao fim

É bom conhecer gente interessante, nova, fresca e com potencial!

Sunday, September 10, 2006

Pseudo-Pessoa

Ser desiludida pelo amante (procurar significado em qualquer dicionário mais à mão em vez de automaticamente assumir o encornanço) é já habitual nos dias que correm. Basta estar pouco atento para se perceber o falhanço geral das expectativas pessoais.
Porém, quando a facadinha vem da tribo que carinhosamente designamos "amigos" a coisa pia mais fininho, certo? Cabe a cada um estabelecer limites, exigências ou condescências até que para si próprio se chegue à definição de "amigo".
"Amigo" não desilude, não mente, não apazigua, não fica calado quando quer falar, não agrada mesmo quando sabe que o que vai dizer pode ferir, não passa a mão pelo pêlo (vulgo: engana), não gosta do mesmo que nós, consegue ser sinónimo de "chato comó cacete" quando menos se pede a sua intervenção, fala ininterruptamente sobre assuntos que não nos dizem nada, expõe verdades, sentimentos, frustações, alegrias, decepções, surpresas e felicidades, "amigo" ouve, aconselha, avisa, ri, chora, sente e está lá. Está para dizer que nos ama, que fizémos merda, que nos desiludiu sem querer, está para se explicar, para ouvir explicações, para exigir, demandar, chatear, alegrar e concerteza muito mais coisas que agora não me lembro.
Para mim esta é a quase definição de "meu amigo".
"Meu amigo" não se esconde no que não é, não mente, não foge.

Quando um "elemento fixo" do primeiro acto passa para um "não existe" do segundo:
Tábua Rasa, porque quem vem não tem culpa dos imbecis que passaram.
Fica a recordação das conversas, a partilha de tudo o que foi bom.
Fica a mais-valia da experiência (que aliada a uma dose de sorte nos safa de outra filhadaputice)


Monday, September 04, 2006

Um 'cadinho de mim

Hunger hurts, and I want him so bad, oh it kills
'Cause I know I'm a mess he don't wanna clean up
I got to fold cause these hands are too shaky to hold
Hunger hurts, but starving works, when it costs too much to love


Paper Bag, Fiona Apple

Thursday, August 31, 2006

À cautela...

... vim para casa dormir.

Sunday, August 27, 2006

A caminho

As férias foram boas mas o regresso ofereceu o episódio assustador que vai ser a cereja no topo do bolo da viagem aleatória quem tem sido a minha vida... a médio/longo prazo porque não tenho pressa nenhuma!

Lisboa, hoje

"Enquanto não estiveres bem contigo não vais conseguir estar bem com ninguém"

Foi como se a frase lhe tivesse sido dita numa língua inteligivel, ou melhor: recebeu-a com estupefacção. O discurso continuou mas já só sentia o nó na garganta, o peito a rebentar e tentou por todos os meios que as lágrimas não dessem sinais de vida. Optou por reagir da pior forma: atacar, gritar, relembrar os erros que já tinham sido cometidos pelo interlocutor. Foi fácil perceber que a frase tocou num recalcamento. Para todas as alminhas presentes, incluindo a presente escritora (que veleidade!), quase se sentia dor fisica pelo constrangimento que a conversa causou. Porque nos olhares de quem estava lia-se nos olhos a pergunta: "Mas quem... quem é aqui está de facto bem consigo próprio?" Estivesse a falar de um grupo de apoio e a situação seria normal até desejável, mas nem nos A.A. se devem passar cenas destas... até porque nestes grupos há o primeiro passo: reconhecer que se está mal (menos bem) e se precisa de uma mãozinha.
Assim, passou-se de um fim de dia simpático para uma chamada violenta à realidade... ou seria esta ultima a verdadeira violência?
Fiquei a pensar na rapariga que ouvira a frase...

Dois dias depois, já o episódio estava mais ou menos arrumado no armário dos fundos, dei por mim a aceitar o convite para uma jantarada de um ex-namorado-agora-amigo-para-a-vida.
Estava-se bem no Mar do Inferno, a conversa fluia sem constrangimento... não tinham passado 4 anos, não podia ser. E ali, inesperadamente, ele disse aquela frase. Foi dita num contexto impessoal, geral e sem necessidade de legendas, quanto muito falava dele próprio. Não parou para beber um gole do Cartuxa, não houve sequer pausa no discurso à espera de uma reacção. Foi natural, verdade universal há muito alcançada. Lembrei-me da moça, quase desconhecida para mim, e no constrangimento que a conversa entre ela e o outro me causou.
Ali, ao contrário, não houve constrangimento, não se perdeu a paz de espirito na bolha de ar onde estávamos.
Já tarde na cama, revia mentalmente o jantar, a conversa e a companhia dele.
Ocorreu-me: estar bem intermitantemente chega?

E de manhã respondi: "Não."

Saturday, August 12, 2006

Quero ser feliz

"Só?"

Rubrica Quinzenal: "Estado de Sitio"

Incrédula.

Quase-ponto de situação

Oh meu querido blog, tive tantas saudades tuas!
Não te esqueci, até rabisquei em papeluchos para depois te lançar os meus desassossegos.
Mas esta visita é breve e não sei quando volto... Estou em internet alheia para te dizer que não tem sido fácil. São tempos de nó na garganta, lágrima no olho e aperto no coração. E ainda agora começou.
Ainda não tenho definições suficientes para me delongar sobre o que se tem passado.
Mas volto, hei-de voltar.
A ser eu.

Friday, July 28, 2006

Bygones

Não há balanço nem balancete, ferramenta de estatistica ou mapa de controlo que ajudem a concluir esta semana. Conclui-se hoje, sexta feira... ou inicio de sabado. Facto inútil.
Está-se longe de uma conclusão. Estou cansada, frustrada. Frases soltas, curtas. Muito trabalho. Pouca recompensa.
Vive-se com as escolhas que se fazem. Prioridades. Impostas.
Não é um estado de espirito triste. É agora. E escrevo para mim.